Diário TDAH: vivendo e aprendendo com TDAH

Relatos diários, dicas e truques para melhorar sua qualidade de vida com TDAH.

Quadradinhos do teto contados: 0

Na primeira série, eu contava os quadradinhos do teto em vez de copiar a lição. Passe o mouse (ou o dedo) e conte também.

Sobre o criador

No Diário TDAH, compartilho minhas experiências e dicas para viver melhor com TDAH, ajudando você a entender e gerenciar sua condição e assim ter uma melhora em sua qualidade de vida. Também posso te ajudar com sua jornada para conseguir seu laudo e consequentemente sua medicação.

Alan Rogers
Autor do Diário TDAH

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Minha jornada

Aos 8 anos, minha professora da primeira série percebeu que havia algo diferente em mim. Eu era o único da sala que não conseguia terminar as lições passadas no quadro ou, quando terminava, já era tarde, sempre depois de todo mundo. Ela sugeriu à minha mãe que me levasse a um psicólogo, pois acreditava que havia algo de “errado” comigo.

Ela notava que eu parava de copiar a lição ao menor sinal de distração. Podia ser uma mosca voando, um barulho na rua ou no pátio. Eu me lembro bem: às vezes, largava a tarefa para contar quantos quadradinhos havia no teto, quantas janelas tinha na sala ou quais desenhos estavam rabiscados nas carteiras. Também passava minutos desenhando na borracha, na mesa ou em qualquer superfície disponível. A lição sempre ficava para depois.

Ao notar isso, minha mãe me levou ao psicólogo. Ele disse:

“Mãe, seu filho é normal, só é um pouco desatento devido à hiperatividade. Coloque-o para fazer alguma atividade física que isso vai ajudar.”

De fato, ajudou um pouco. Minha mãe me colocou numa escolinha de futebol, mas o problema não desapareceu. Afinal, estávamos nos anos 90, e não se falava em TDAH.

O jogo só mudou de verdade na vida adulta, quando comecei a tratar de forma medicamentosa e com terapias. Mas isso é assunto para os próximos capítulos, onde vou contar exatamente como e o que fiz para chegar até aqui.

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Relatos pessoais, dicas e o que a ciência diz sobre o TDAH.

Dicas que me ajudam até hoje

Praticar atividades físicas, manter uma rotina e usar técnicas de organização. E, claro, contar com auxílio medicamentoso.

Rotina e sono

Manter horários e regular o descanso faz diferença no dia a dia.

Ler: TDAH e Sono

Perguntas frequentes

O que é TDAH?

TDAH é o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Veja como o conceito foi entendido ao longo do tempo.

  1. 1798

    Primeiros relatos

    O médico escocês Sir Alexander Crichton descreveu em um livro casos de pessoas com “incapacidade de manter a atenção” por muito tempo. Ele não usava o termo TDAH, mas as descrições se parecem bastante com o que conhecemos hoje.

  2. 1902

    Primeira descrição médica clara

    O pediatra britânico George Still publicou uma série de palestras descrevendo crianças com dificuldades de atenção, impulsividade e comportamento agitado que não se explicavam apenas por má educação. Ele é considerado o “pai” da primeira descrição formal do TDAH.

  3. 1920 a 1960

    Décadas seguintes

    Pesquisadores associavam esses sintomas a problemas neurológicos e falavam em “lesão cerebral mínima” ou “síndrome hipercinética”.

  4. Anos 1980

    Entra nos manuais médicos

    O transtorno passou a constar oficialmente nos manuais médicos, como o DSM-III (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

  5. Hoje

    Pesquisa moderna

    Sabe-se que o TDAH tem forte base genética e envolve alterações na atividade de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. Os estudos mais recentes vêm da neurociência e mostram que o cérebro de quem tem TDAH processa atenção, motivação e controle de impulsos de forma diferente.

Como você recebeu seu diagnóstico?

Recebi meu diagnóstico após avaliações médicas com encaminhamento para um teste neuropsicológico aplicado com uma psicóloga, que através de uma série de testes confirmou a presença do TDAH.

Ler: como funciona o teste neuropsicológico

Quais medicações você usa?

Atualmente faço uso de Ritalina de 10mg, que me ajuda a controlar os sintomas do TDAH, sempre com acompanhamento de um profissional de saúde (psiquiatra).

Ler: diferenças entre Ritalina e Venvanse

Como melhorar a qualidade de vida?

Praticar atividades físicas, manter uma rotina e usar técnicas de organização são algumas das dicas valiosas que me ajudam até hoje. E claro, com auxílio medicamentoso.

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